Vamo falar de memes


No começo da era digital, o Orkut era a rede social dominante. Entre depoimentos de comunidades, a necessidade de expressar opiniões e expor seus sentimentos na rede teve um aumento significativo. A sua popularidade não se estabeleceu por muito tempo e logo o Orkut foi trocado pelo Facebook que propunha mais compartilhamento de experiências. 

Com as possibilidades de compartilhamento ampliadas, páginas focadas em conteúdo específico sugiram. Nelas todo tipo de informação era partilhado na rede principalmente as de tom humorístico. É nesse ponto que nasce o meme. 
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A primeira aparição do termo foi em um livro de 1976 escrito por Richard Dawkins, O Gene Egoísta. Nele Dawkins compara a evolução cultural com a evolução genética de Darwin.
A transmissão cultural é análoga à transmissão genética no sentido de que embora seja basicamente conservadora, pode originar um tipo de evolução.
Observando um estudo feito por P.F. Jenkins sobre o canto de uma ave que se espalhava entre as outras espécies, Dawkins iguala o canto das aves aos costumes culturais do homem que, por meio de repetição, se espalham. 
Precisamos de um nome [...] um substantivo que transmita a idéia de uma unidade de transmissão cultural, ou uma unidade de imitação. "Mimeme" provém de uma raiz grega adequada, mas quero um monossílabo que soe um pouco como "gene". Espero que meus amigos helenistas me perdoem se eu abreviar mimeme para meme. Se servir como consolo, pode-se, alternativamente, pensar que a palavra está relacionada a "memória", ou à palavra francesa même.
Anos após suas pesquisas, a internet reformula o significado do seu termo para nomear toda informação viral na rede. Nos dias atuais, sua pesquisa nos dá mais provas da sua veracidade. Twitter, Facebook e, hoje, Tiktok, são grandes propagadores das teorias de Dawkins. A conecxão em massa nos deu uma só cultura: cultura dos memes. 

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Referências:
DAWKINS, Richard. O gene egoísta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 544 p.

MCGRATH, Alister.Dawkins' GOD: Genes, Memes, and the Meaning of Life. New Jersey: John Wiley & Sons, 2011. 208 p. Disponível em: <http://goog.gl/UNZEep> . Acesso em: 27 jun. 2018.

RECUERO, Raquel da Cunha. Memes em weblogs: proposta de uma taxonomia. 2007. Disponível em: <http://goo.gl/p9qsNe> . Acesso em: 27 jun. 2018.

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